- Bonito hein, seu Ferreira?
- Putz, a polícia!
- Transgredindo de novo hein?
- Foi mal, chefia.
- É a segunda vez só essa semana.
- Já pedi desculpa, pô.
- Não tem jeito, vou cortar teu semi-aberto.
- Mas eu não fiz nada.
- Recebi uma denúncia anônima que o senhor estava neste bar.
- E qual é o problema? O Delito? A transgressão?
- O senhor é dado como foragido, Ferreira. Desde ontem à noite.
- Só estou tomando uma gelada com o Dedé e o Patola, tudo na paz. Sem fugir de ninguém.
- Melhor o senhor me acompanhar.
- Peraê, que mal tem nisso?
- O senhor não vai gostar que eu o tire à força daqui, vai?
- Mas o que eu fiz de errado?
- Só lembrando que o senhor tem o direito de permanecer calado.
- Eu tô calado, eu quero é que você fale, me explique o que eu fiz de errado.
- É a última vez que falo, então pelo seu próprio bem e pela sua integridade física, peço que me acompanhe, Ferreira.
- Não, só se me disser o que eu fiz errado.
- O senhor tem família, Ferreira. Tem filhos. É esse o exemplo que quer dar pra eles?
- Mas o que foi que eu fiz, meu Deus???
- PORRA FERREIRA, JÁ PRA CASA, CARALHO. E CALADINHO!
- Tá bom, meu bem, tá bom. Tá bom... mas pega leve né? Eu tenho meus direitos.
Depois que casou com a delegada, Ferreira não saiu mais da prisão.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)


0 comentários:
Postar um comentário